ANTES A REVOLTA COM MEDO....DO QUE O MEDO DA REVOLTA....victor serra
LEO FERRÉ - Cantor maldito

Léo Ferré nasceu em Mônaco em 24 de agosto de 1916. Seu pai, Joseph, era o diretor de um cassino local, sua mãe, Marie, foi uma costureira que possuía o seu próprio negócio de costura. Léo foi criado com sua irmã, Lucienne, que era três anos mais velha que ele, mas com a idade de 9, ele foi separado de sua irmã e do resto da família quando seu pai o mandou para um colégio interno na Itália. Léo odiava a atmosfera austera e severa disciplina no Collège Saint Charles em Bordighera que foi executado pelos monges francês (Les Frères des Écoles Chrétiennes). O rapaz detestava os monges que lhe ensinou e, além de fazer um grande amigo que o apresentou às alegrias da música e da poesia, o tempo do Léo na escola foi um grande tédio e solidão. (Léo iria realizar um especial rancor contra o pai, ressentindo o fato de que ele tinha sido arrancado de casa e enviada para viver tão longe). Apesar desses problemas iniciais Léo passou a transmitir sua "baccalauréat" em Roma, em 1934, com cores de vôo. O jovem, agora por um fã apaixonado de música, em seguida, perguntou ao pai se ele poderia se inscrever no conservatório, mas seu pai recusou-se a permitir que seu filho a seguir uma carreira musical, insistindo que ele deve se tornar um professor de francês no Collège Saint Charles em Bordighera. No Outono de 1935, Léo se mudou para Paris para estudar Direito, graduando-se com uma licenciatura em "Sciences Politiques 'em 1939. Ele então passou a completar o seu serviço nacional. Depois de ser desmobilizado em 1940, Léo retornou a Mônaco, onde ele conseguiu um emprego distribuir cupons de alimentação para hoteleiros locais. Em outubro de 1943 ele se estabeleceu e se casou com sua namorada, Odette. Léo primeiro contato com o mundo da música veio quando ele conseguiu um emprego na Rádio Monte Carlo, onde logo provou ser um Jack-of-all-trades, funcionando como um pianista e um homem dos efeitos de som, bem como reforço em cada agora e então para os programas atuais. Foi nessa época que Léo começou a escrever poesia e realizando no circuito de cabaré. Ele logo descobriu as estrelas do Francês chanson e foi muito influenciado pelo trabalho de Charles Trenet. O jovem ainda encontrou Édith Piaf que, impressionado com seu talento, sugeriu que ele deveria começar a realizar em Paris.







Léo Ferré - Los Poètes




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BOCAGE



MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE
Nasceu em Setúbal, em 15/09/1765 e morreu em Lisboa (21/12/1805), aos 40 anos de idade, vítima de um aneurisma.
 Poeta lírico neoclássico português, que tinha pretensão a vir a ser um segundo Camões, mas que  dissipou suas energias numa vida agitada.  Nos últimos anos o poeta vivia com uma irmã e uma sobrinha, sustentando-as com traduções de livros didácticos. Para viver seus últimos dias, inclusive, teve de valer-se de um amigo (José Pedro da Silva) que vendia, nas ruas de Lisboa, suas derradeiras composições: Improvisos de Bocage na Sua Mui Perigosa Enfermidade e Colecção dos Novos Improvisos de Bocage na Sua Moléstia.

Filho de um advogado, fugiu de casa aos 14 anos para juntar-se ao exército. Foi transferido para a Armada dois anos depois. Como integrante da Academia da Armada Real, em Lisboa, dedicou seu tempo a casos amorosos, poesia e boémia.
Em 1786 foi enviado, tal qual seu herói Camões, para a Índia (Goa e Damão) e, também como Camões, desiludiu-se com o Oriente. Depois, por vontade própria e à revelia de seus superiores, dirigiu-se a Macau, voltando a Portugal em 1790. Ingressou então na Nova Arcádia — uma academia literária com vagas vocações igualitárias e libertárias —, usando o pseudónimo de Elmano Sadino. Contudo, de temperamento forte e violento, desentendeu-se com seus pares, e suas sátiras a respeito deles levou à sua expulsão do grupo. Seguiu-se uma longa guerra de versos que envolveu a maior parte dos poetas lisboetas.
Em 1797, acusado de heresia, dissolução dos costumes e ideias republicanas, foi implacavelmente perseguido, julgado e condenado, sendo sucessivamente encarcerado em várias prisões portuguesas. Ali realizou traduções de Virgílio, Ovídio, Tasso, Rousseau, Racine e Voltaire, que o ajudaram a sobreviver seus anos seguintes, como homem livre.
Ao recuperar a liberdade, graças à influência de amigos, e com a promessa de criar juízo, o poeta, envelhecido, parece ter abandonado a boémia e zelado até seus últimos momentos por impor aos seus contemporâneos uma imagem nova: a de homem arrependido, digno e chefe de família exemplar. Sua passagem pelo Convento dos Oratorianos (onde é doutrinado, logo após sua saída da cadeia) parece ter contribuído para tal.
Portugal, na época de Bocage, era um império em ruínas, imerso no atraso, na decadência económica e na libertinagem cortesã, feita às custas da miséria de servos e operários, perpetuando o pantanal cinzento do absolutismo e das atitudes inquisitoriais, da Real Mesa Censória e dos calabouços destinados aos maçons e descontentes.
Ninguém encarnou melhor o espírito da classe dirigente lusitana do fim do século XVIII do que Pina Manique. Ex-policial e ex-juiz, conquistou a confiança dos poderosos, tornando-se o grande senhor do reinado de D. Maria I (só oficialmente reconhecida como louca em 1795), reprimindo com grande ferocidade tudo o que pudesse lembrar as "abomináveis ideias francesas". Graças a ele, inúmeros sábios, cientistas e artistas conheceram o caminho do exílio.
Bocage usou vários tipos de versos, mas fez o melhor no Soneto. Não obstante a estrutura neoclássica de sua obra poética, seu intenso tom pessoal, a frequente violência na expressão e a auto-dramatizada obsessão face ao destino e à morte, anteciparam o Romantismo.
Suas poesias, Rimas, foram publicadas em três volumes (1791, 1799 e 1804). O último deles foi dedicado à Marquesa de Alorna, que passou a protegê-lo.
Os poemas não censurados do autor são geralmente convencionais e bajulatórios, copiando a lição dos mestres neoclássicos e abusando da mitologia, uma espécie de poesia académica feita por e para iniciados. Outra parcela de sua obra é considerada pré-romântica, trazendo para poesia o mundo pessoal e subjectivo da paixão amorosa, do sofrimento e da morte.
Já sua poesia censurada surgiu da necessidade de agradar ao público que pagava: com admirável precisão, o poeta punha o dedo acusador nas chagas sociais de um país de aristocracia decadente, aliada a um clero corrupto, comprometidos ambos com uma política interna e externa anacrónica para aquele momento. Também está presente ali a exaltação do amor físico que, inspirado no modelo natural, varre longe todo o platonismo fictício de uma sociedade que via pecado e imoralidade em tudo o que não fosse convenientemente escondido.




POESIA ERÓTICA E SATÍRICA ( clik no Link )
http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm

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